O dia começa mais cedo no Instituto Penal de Campo Grande (IPCG). Já antes das 6 horas da manhã, 380 internos se organizam para mais um dia de trabalho. Para alguns o dia é encarado como uma maneira de reduzir a pena. Para outros é uma válvula de escape. Para o restante, a manhã abre as portas para o recomeço. O trabalho é grande. Os internos que trabalham estão distribuídos entre a administração do Instituto, em atividades de escritório, na enfermaria, na cozinha. Toda a rotina envolve o trabalho em conjunto entre os agentes, servidores e os internos. E para dar certo deve sempre existir harmonia. Na cozinha o trabalho começa cedinho. Antes das 7 horas o chá e o café da manhã já estão prontos. A rotina é o dia todo pilotando fogão, descascando legumes, lavando pratos e panelas. Mas é muito gratificante. Aqui quem quer trabalhar tem espaço e ainda pode ter a pena diminuída. Foi assim que diminuí meu tempo aqui, que está quase no finzinho, afirma Ademar Duarte, cozinheiro chefe do IPCG. A cozinha distribui diariamente 995 refeições por período (manhã, tarde e noite) ao Instituto e 180 para as delegacias da Capital. Isto representa, por exemplo, um consumo diário de 25 fardos de arroz de 30 quilos e outros 5 de 30 quilos de feijão. Outros 45 internos acompanham Ademar. Os trabalhadores da cozinha passam por uma seleção. Mas a experiência não é o ponto primordial do processo. Na padaria do Instituto, localizada nos fundos do complexo, outros 12 internos produzem 5.500 pães por dia. Além do consumo próprio, eles são destinados a todas as unidades penais do governo do Estado em Campo Grande. A cada seis meses acontece uma triagem para trabalho entre os internos. Sempre existe atividade para quem quer, seja nas faxinas, no almoxarifado, na administração e no artesanato. Mais de 1/3 dos internos estão envolvidos com alguma atividade laboral. A cada três dias trabalhados, é descontado um dia de pena. Outros 180 estão estudando regularmente nas aulas oferecidas dentro do IPCG.
Fonte: MS Notícias
Data: 19/01/2009
