Conforme antecipou o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) nesta terça, ficará mesmo para a próxima Mesa Diretora, que será eleita no dia 2, o desafio de incluir no plano de saúde os 12 mil funcionários não concursados da Casa, sem elevar os gastos da Casa. A ideia é aumentar a contribuição dos atuais servidores e dos que entrarem, segundo o diretor-geral interino, Pedro Pelegrini. A nova proposta deve ser analisada pela Mesa em até 90 dias. E deverá provocar nova reação dos servidores efetivos e aposentados, já beneficiados pelo plano Pró-Saúde, administrado pela diretoria geral da Câmara, em parceria com a rede de médicos e hospitais referenciados pela Caixa Econômica Federal. (Lucia Hippolito: Chinaglia foi o grande derrotado) Pelegrini disse que o fundo de reserva de R$ 210 milhões do Pró-Saúde, revelado por Chinaglia, pertence aos servidores. Segundo ele, o fundo foi constituído com a contribuição dos servidores para casos de emergência. Derrotado na tentativa de mudar o plano de saúde para a Amil, o presidente do Sindicato dos Servidores do Legislativo Federal (Sindilegis), Magno Mello, divulgou nota nesta quarta bombardeando a legalidade jurídica do convênio do Pró-Saúde com a Caixa e a existência do robusto fundo de reserva. Segundo Pelegrini, o fundo é legal e auditado pelo Tribunal de Contas da União. Na terça-feira, Chinaglia afirmara que a Mesa Diretora recuou da decisão em relação à ampliação do benefício do plano de saúde aos funcionários comissionadosporque o Sindilegis não apresentou uma proposta concreta e houve divisão entre os servidores. Já quanto à gratificação de especialização, o problema é que o sindicato quer o pagamento retroativo. Agora, a decisão sobre os dois assuntos vai ficar para a próxima Mesa da Casa. - Anulamos e se a próxima mesa quiser fazer, faz. Mas essa mesa não fará - disse Chinaglia.
Fonte: O Globo
Data: 15/01/2009
